De um ‘passado audível’ a outro, um mesmo protocolo de escuta ?1 – Para estabelecer o diálogo científico que se inicia entre os membros do projeto francês L’écoute du théâtre [ECHO] (UMR THALIM – CNRS/ENS/Université Sorbonne Nouvelle) e a equipe da pesquisa Arquivos sonoros de teatro (FAPESP/Universidade de São Paulo), este artigo aborda uma questão delicada que poderá ser elucidada pela contribuição dessa parceria franco-brasileira : em que medida os conceitos e métodos dos Sound Studies norte-americanos e dos estudos sonoros franceses podem ajudar a tornar audíveis outras culturas e serem ao mesmo tempo enriquecidos por elas ? Considerando as reflexões do próprio Sterne sobre a sua obra, The Audible Past (O passado audível), parto de nossa já longa experiência de pesquisa no tema para propor um início de resposta e de um plano de trabalho.
From one audible past to another, the same listening protocol ?1 – To initiate scientific dialogue between the members of the project L’écoute du théâtre [ECHO] (UMR THALIM) and the team Arquivos Sonoros de Teatro (University of São Paulo and FAPESP-São Paulo Research Foundation), this article addresses a delicate question that the Franco-Brazilian partnership can illuminate : to what extent can the concepts and methods of Sound Studies and French work on sound facilitate understanding of other cultures, while enriching understanding of one’s own ? Taking into consideration Sterne’s own reflections in his book, The Audible Past, I shall call on our extensive experience to propose the beginning of a response and a work program.
Pour amorcer le dialogue scientifique qui doit s’instaurer entre les membres du projet L’écoute du théâtre [ECHO] (UMR THALIM) et l’équipe d’Arquivos Sonoros de Teatro (Université de São Paulo/FAPESP), l’article aborde une question délicate que le partenariat franco-brésilien pourrait contribuer à éclairer : dans quelle mesure les concepts et les méthodes des Sound Studies et des études sonores à la française peuvent-ils aider à rendre audibles d’autres cultures, et en être eux-mêmes enrichis ? Après m’être référée à la réflexion de Sterne lui-même sur son ouvrage The Audible Past, je solliciterai notre expérience déjà longue pour proposer un début de réponse et un programme de travail.
